quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

PETRODEPENDÊNCIA


Nestes tempos de crise, principalmente agora que a Petrobras enfrenta um dos piores momentos da sua história, porque era o nosso orgulho nacional e foi atacada violentamente por uma quadrilha, além da queda do preço do barril, não podemos deixar de refletir sobre as políticas públicas de investimento que foram negligenciadas ao longo de 28 anos em Casimiro de Abreu, visto que recebemos royalties do petróleo desde 1987.
Governos se sucederam no município e, simplesmente, o problema da petrodependência não foi efetivamente atacado. Pelo contrário, esses recursos causaram uma visível letargia, uma preguiça de se buscar uma visão empresarial para a gestão pública.
Há bem pouco tempo, ficamos apreensivos com os debates no Congresso Nacional a respeito da redistribuição desses repasses federais. Hoje, a nossa preocupação se volta para questões externas. Mas, de qualquer maneira, perdemos quase três décadas aplicando mal os royalties, sem destinação de, pelo menos, uma parte em investimentos que retirassem a cidade da mesmice administrativa. Faltaram estratégias a médio e longo prazo. Faltou à sociedade cobrar a aplicação correta. E o que é mais triste é que não fizemos jus de merecê-los, porque não soubemos multiplicar essas importantes fontes. Se hoje elas parecem secar, temos grande culpa em sermos tão dependentes, por não ter construído uma cadeia de investimentos, com o escopo de alcançar finalmente autonomia.
Parece que somos aqueles filhinhos mimados que, mesmo adultos, ainda dependem dos pais.
Nossas receitas próprias são desprezadas, em renúncia fiscal. Por que nos importaríamos de cobrar IPTU, por exemplo, se sempre recebemos milhões em royalties? Isso foi apontado no ano de 2007 pelo Tribunal de Contas do Estado. Anualmente, milhares de processos são extintos pela justiça porque o prazo de cobrar esse imposto se encerrou pela prescrição.
Acompanhando mais de perto a política local há mais de vinte anos, chegamos à conclusão que, apesar de termos recebido, em 28 anos, mais de 10 bilhões de reais, vimos o patrimonialismo crescente, o enriquecimento de alguns, a falta de políticas públicas coerentes, os gastos desenfreados e a má administração dos recursos.
Nesse grande bolo, não faltam também aqueles que querem tirar a sua casquinha, extorquindo dos políticos o dinheiro que deveria ser empregado em saúde, educação e outras áreas importantes. Esse mesmo povo diz que pegar dinheiro com político é esperteza, mesmo sabendo que esse dinheiro não é do político. Contudo, a esperteza, neste caso, sem meias palavras, é a maior de todas as ignorâncias.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

CONFIRMADO: WAGNER HERINGER É PRÉ-CANDIDATO A PREFEITO


          
    Wagner Heringer é pré-candidato à prefeitura de Casimiro de Abreu. Heringer é empresário bem sucedido e presta serviços em diversas cidades, gerando emprego para mais de 200 pessoas. Em  plena crise, Wagner Heringer manteve o emprego de muitos funcionários. Nascido em Aldeia Velha, tem 46 anos de idade, é casado com Rozimeri Marchon e tem dois filhos. É formado pelo antigo Colégio Cenecista Presidente Feliciano Sodré, onde hoje é o Colégio Patrick Marchon Pontal, como técnico em contabilidade, e cursou faculdade de Contabilidade.

                O nome de Wagner surgiu espontaneamente na cidade, por possuir perfil de bom administrador e grande empreendedor. As suas obras são reconhecidas por todos como obras bem executadas. Além disso, Wagner Heringer apoia o esporte amador, patrocinando atletas que competem em várias modalidades, como futebol, judô, triatlo, natação, motocross, montain bike, trilhão de motos, além das provas equestres, que movimenta o município, atraindo, mesmo sem o apoio da prefeitura, muitos turistas à cidade. Também colabora com programas elaborados pela  Igreja Católica e por igrejas evangélicas.

                Em entrevista exclusiva a este blog, Wagner Heringer explicou suas razões para concorrer ao cargo de prefeito: “conversando sobre os problemas da nossa cidade, as pessoas me cobravam muito para vir como candidato. A princípio, resisti à ideia, mas fui convencido, principalmente, porque as pessoas me viam como pessoa empreendedora, que poderia fazer o nosso município se desenvolver e não depender tanto dos royalties do petróleo. Apoiado por minha família, estou muito feliz por dar opção de sangue novo na política local. Fico feliz também de ver mais e mais pessoas se juntarem ao nosso grupo, colocando-se à disposição da nossa luta para levar nosso projeto adiante”.

Casimiro de Abreu - região serrana




Casimiro de Abreu - de poeta a cidade

O que devemos compreender sobre uma cidade? Acredito que o primeiro ponto é tentar entender porque se chama assim. Se algum turista ou viajante desavisado perguntar a você, morador, qual seria a sua resposta? Devemos ter na ponta da língua: temos orgulho de termos recebido um dia nesta terra uma pessoa tão jovem e tão nobre de sentimentos, como berço em Barra de São João e, como túmulo, a antiga Indayassu, hoje Casimiro de Abreu. Seria demais sonhar que cada morador tivesse nos lábios uma poesia dele para oferecer. A sua fazenda ainda está ali, estampada entre as montanhas e o verde do campo, próximo à cidade que cresceu esperando encontrar o poeta escrevendo versos. Conhecer Casimiro é dever moral de todo cidadão desta cidade, conhecer um pouco dos seus versos, viajar nas asas do romantismo. É dever dos professores e diretores semear seus versos por onde ensinarem. É dever também do prefeito e vereadores zelar para que esta homenagem faça sentido e que façamos jus de sermos todos seus conterrâneos.