segunda-feira, 25 de abril de 2016

NÃO REPARE NA BAGUNÇA!


          A crise econômica e o resultado das últimas eleições desencadearam uma crise política terrível no país. Parece que não há mais governo ou parlamento. O que existe é uma balbúrdia, polarizada entre os favoráveis ao impeachment e os do "contra o golpe". Parece pouco se importarem os políticos com as dificuldades que o povo enfrenta.
          A votação do impeachment na Câmara dos Deputados foi um festival dos horrores, todos querendo holofote, sendo que muitos deles enfrentam processos judiciais por improbidade administrativa ou fraude eleitoral. Uma deputada falou que o país tinha jeito, elogiando o marido por sua boa gestão. No dia seguinte, foi preso pela Polícia Federal.
          Esperamos que, em caso de afastamento da presidente, sejam punidos de forma equivalente todos os corruptos no Congresso ou Planalto, investigando-se até o fim e passando a limpo o país.     Que a voz das ruas não seja dirigida somente contra um político isolado, mas que abale o sistema corrupto que domina a política brasileira. Que seja o começo de um novo tempo. Se assim não for, terá sido inútil qualquer grito de ordem ou agitar de bandeiras. Precisamos combater o sistema e não somente pessoas.
          É hora de transformar a operação Lava-a-jato num projeto novo de país, expondo nossas maiores mazelas, nossos maiores problemas, como a corrupção e o sistema brasileiro de governabilidade. Aprovar as dez medidas contra a corrupção é de suma importância para buscar uma política mais justa e ética. Mas, não se iludam, nem situação nem oposição desejam isso. A voz das ruas tem que ecoar nos bastidores do Congresso e Planalto e pressionar a consciência de cada parlamentar e dirigente deste país. Precisamos aprofundar as reivindicações, indo além de um tira-esta-e-ponha-aquele. Quem estiver sujo, com nome citado em delações, comprovadamente, tem que ser julgado, punido e banido da vida pública.
          A começar por nossa cidade, o povo deve colaborar também não votando em políticos condenados pela Justiça, sem vender o voto, escolhendo aquele que tem mais capacidade e cobrando deles a aplicação correta dos recursos públicos. Assim, combateremos corretamente a corrupção no país e colocaremos ordem nessa bagunça.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

UM PROJETO DE MUDANÇA

          George Bernard Shaw escreveu que "é impossível progredir sem mudança. E aqueles que não mudam as suas mentes não podem mudar nada". Isso pode ser aplicado à nossa cidade em seus exatos termos. Temos necessidade urgente de gestores que nos levem além da mesmice dos governos comuns, que não precisem usar da pressão e perseguição para se afirmarem, que enxerguem prioridades onde existem e que tratem os recursos públicos com responsabilidade, com critério e sabedoria.
          A farra com o dinheiro público somente demonstra o quanto é superficial uma administração que patrocina o atraso e faz as pessoas pensarem menos na coletividade, na sua comunidade, o que causa ausência de políticas públicas sérias para o município.
           Estabilizar a economia é não ser vencido pela crise. Ano que vem vai requerer do novo administrador capacidade e visão para lidar com problemas graves, acumulados ao longo de todo esse tempo, apesar de toda a riqueza recebida por décadas.
           Além disso, 2017 vai requerer dinamização do gestor para aplicar o dinheiro público eficientemente. Claro que o novo prefeito assumirá um orçamento já comprometido pela falta de investimentos e pela falta de eficiência e visão. Porém, o grande desafio é transformar essas propostas em caminhos para uma mudança pra valer, num verdadeiro choque de gestão, que esperávamos havia bastante tempo e que infelizmente ainda não chegou.
           Não podem os maus gestores reclamar de que não lhes foram dadas oportunidades de implantar, na cidade, a mudança. Pelo contrário, perderam-nas ao optarem pelo caminho fácil da estagnação e do pauperismo de ideias, apesar de um quadro favorável de potencialidades e da abundância de recursos.
           Agora, com menos recursos nos cofres públicos, resta-nos escolher melhor os projetos que se nos apresentam, não voltando ao passado catastrófico, nem mantendo um modelo que já se mostrou ineficaz. Talvez possamos aprender com os nossos erros e desapontamentos e, conscientemente, tentar um novo modelo, uma nova forma de gestão, com visão empresarial, para nos tirar do fundo do poço.

domingo, 10 de abril de 2016

BOLA MURCHA



                As Olimpíadas acontecem este ano e a vila olímpica não saiu do papel. Quantos prefeitos já passaram pela cidade e tudo permanece da mesma maneira. Se cada um fizesse um pouco, ao longo desses 16 anos, certamente já estaria concluída. Nosso legado das Olimpíadas foi um fracasso, porque a prefeitura não desenvolveu projetos que elevassem a prática desportiva na cidade. Atletas que dependiam de recursos tiveram que assistir a vários jogos de showball por 120 mil reais cada partida. 
                O descaso é tão grande que o pavilhão, no centro da cidade, passou a ser utilizado como depósito de quinquilharias. Não havia outro lugar para isso no município?

                É profundamente lastimável assistir a isso. Nossos jovens se perdem nas drogas e na violência. Nossa periferia está se transformando em área proibida e violenta, graças aos prefeitos que reuniram, num só lugar, todas as residências destinadas a programas sociais.

                A pobreza não é defeito, mas a incompetência administrativa é, porque não prioriza os investimentos em esporte, que comprovadamente retira da marginalidade e dá condições para o desenvolvimento humano. Desta forma, podemos afirmar que este governo e o antecessor fracassaram bastante, embora tivessem rios de dinheiro para aplicarem.

               Que cidade queremos ter nos próximos anos? Uma que é referência em esporte, ou uma que não investe o suficiente em nossa juventude e, consequentemente, vê nossos jovens sendo derrotados pelo tráfico de drogas?

                 A esperança é que o próximo  prefeito tenha visão de futuro e invista no apoio ao esporte, patrocinando atletas locais, que consiga atrair parcerias para que o nosso jovem tenha o que fazer na cidade. Já perdemos muito tempo esperando acontecer alguma coisa importante no esporte. Este é um alerta importante!
                


sábado, 2 de abril de 2016

RIOS DE DINHEIRO NA PREFEITURA



Todo agricultor sabe que há períodos de abundância de chuvas e de estiagem. Ele entende que é preciso investir bastante no período de fartura, e ele o faz lançando a semente no solo, ceifando com cuidado e com sabedoria armazenando para o futuro. Aplicando essa regra importante do campo à prefeitura, percebemos o quanto falharam nossos governantes e também vereadores, porque estes últimos deixaram de exercer a importante função constitucional de fiscalizar o Executivo. Também incumbia aos nossos edis a elaboração de um orçamento que defendesse o investimento necessário.

Por muito tempo vimos o desperdício do dinheiro público, a má administração, a heteronomia, a distribuição de benesses com “chapéu alheio”, a falta de investimento em turismo, o fracasso em atrair empresas, o consumo excessivo de combustíveis e outras marcas da incompetência.

O que se vê hoje é um caos nas finanças públicas, não só em nossa cidade, mas em todas aquelas que, como nós, sempre estiveram presas a recursos finitos e sujeitos à variação do mercado externo. Não há nada nos celeiros e também no campo.

Enquanto havia dinheiro, aliás, rios de dinheiro, muito se gastou sem a preocupação com o futuro. Será que o governo atual é regular ou estávamos somente acostumados com administrações péssimas? Acredito que estávamos acostumados a governos ruins, porque o investimento imprescindível para nossa economia não aconteceu em nenhum governo até o dia de hoje. Hoje, não temos direito a errar mais, porque muitos erros cometemos até agora, e a metáfora do agricultor, por mais simples que pareça, precisa ser levada muito a sério, sob pena de nos transformarmos numa cidade perdida na imensidão do nada.