segunda-feira, 6 de junho de 2016

NINGUÉM TINHA UM PLANO "B"

  
          Infelizmente, o município agoniza, enfrentando uma das maiores crises dos últimos tempos. A petrodependência foi o maior mal que nos acometeu, porque nossos governantes e representantes não foram capazes de dar à cidade a autonomia e vigor necessários para enfrentar crises. A única coisa que fizeram foi gastar dinheiro, como governos perdulários, sem preocupação com possíveis épocas de "vacas magras".
          Não conseguimos esquecer contratos como o de combustíveis em 2005/2008, que custavam 6 milhões e meio de reais por ano, subvenções equivocadas até a igrejas e clubes, os projetos esportivos que só aconteciam no papel, os shows milionários e, recentemente, as partidas de showbol, cada uma por 120 mil reais, as reformas de praças, os outdoors e os contratos de publicidade.
          O tempo de fartura somente tornou nossos governantes preguiçosos e dependentes e isso, para nossa tragédia, também contamina a população, que fica também dependente dos políticos. Por anos, vimos acontecer esse tipo de politicagem, a oferta de cestas básicas no dia anterior à eleição, os caminhões de mudança chegando à cidade, trazendo mais gente dependente. Tudo isso sobrecarregou os cofres da prefeitura, que hoje estão prestes a quebrar. O município está falindo.
          Nenhum governo que passou pela cidade possuía um plano ''B''. Até onde sabemos, o Fundescab (fundo de desenvolvimento de Casimiro de Abreu) nunca foi utilizado para ajudar os nossos comerciantes e empresários. O turismo é uma vergonha e nada foi pensado como investimento para que a cidade tivesse outras fontes de receitas.
          Em 2008, um projeto de conciliação da dívida ativa foi apresentado à prefeitura para recuperar valores da dívida ativa municipal, mas nada foi executado, fazendo-se pouco caso desse recurso que, hoje, faz falta aos cofres. Isso é um verdadeiro descaso. Milhares de ações por ano são arquivadas na justiça por conta desse descaso.
          Depois da gastança realizada por todos os governos, agora chega a conta para o povo pagar:  ônibus universitário ameaçado, demissão em massa, saúde decadente, lixo e entulhos nas ruas, Asilo e APAE quase fechando, um verdadeiro absurdo.
          Agora, são os garis que se manifestam exigindo o pagamento dos seus salários.
          A coisa está feia e precisa de alguém com coragem e de visão para enfrentar ano que vem todas as consequências de governos ruins que passaram pela cidade.





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