Várias vezes tive a oportunidade de ouvir de pessoas em outras cidades sobre Casimiro de Abreu e pude perceber a total falta de conhecimento dos encantos da nossa terra. Há pessoas, inclusive, que acham que a cidade começa na Banana Passa e termina no Parque de Exposições, resumindo-se a um lugarejo qualquer, perdido e esquecido no fim do mundo, que as pessoas só veem passar rapidamente pela janela do carro.
Infelizmente, desde criança, ouvimos que a cidade nem está no mapa e quando acontecia alguma coisa aqui, que virava notícia, tratava-se de uma desgraça.
A maioria das pousadas locais recebe viajantes e não turistas, porque a cidade ainda não se tornou destino e continua sendo passagem para outros locais.
O turismo não se limita apenas a eventos. É imprescindível criar infraestrutura e roteiros que tornem a cidade atrativa para as pessoas, mostrando-lhes que existe mais do que uma paisagem perdida na janela.
Certa vez, há alguns anos, tive o desprazer de ouvir de um político experiente, que assumia pela terceira vez o cargo de prefeito, o que ele deveria fazer para alavancar o turismo. Qual o problema? Falta de criatividade, falta de gestão, falta de parcerias, falta de uma assessoria competente, tudo isso poderia ser dito. Mas, naquele momento, eu só consegui pensar na falta de visão do administrador.
O outro, turismólogo, fracassou em desenvolver a cidade e isso ficou claro quando mandou afixar na ponte Rio-Niterói, na contramão, uma propaganda de Casimiro como se nós fôssemos uma cidade da Baixada.
O principal ponto turístico do primeiro distrito fechado: o Pai João. E não vou entrar aqui no mérito desse caso, que é complexo. Contudo, posso afirmar que a desapropriação da área vem desde a década de 80 e nunca se resolveu e agora chegou a um impasse jurídico e imobiliário. Lamentável.
As promessas de campanha falam muito de atrair indústrias para a cidade, mas nenhuma indústria é mais forte do que a do turismo. Entretanto, mesmo tendo um turismólogo no Executivo, o casario antigo de Barra está desabando, a igreja São João Batista, na prainha, edificada no século XVII, está fechada há sete anos. Tratando a cidade assim, não há praças que nos convençam.

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