Em
2008, quando o atual prefeito venceu as eleições, algumas pessoas comemoraram
varrendo as ruas do centro e ouvimos muitos moradores afirmando com alegria que
enfim estavam livres de uma “ditadura”.
O
grupo que detinha o poder havia vários anos não aceitou aquela derrota, que para
eles era vergonhosa, porque estavam com a máquina e o candidato adversário não passava de um
desconhecido. Ainda desnorteados pela derrota, mandaram rodar nas ruas, num
carro de som, uma mensagem afirmando que haveria nova eleição, levando em consideração que os votos do seu candidato haviam sido anulados. Tiveram outra derrota, visto que a juíza eleitoral da época mandou apreender o CD com a
gravação. Embora dissessem que seu candidato estava apto a concorrer, seus votos foram anulados.
Passados
quase oito anos, ouvimos muitas pessoas reclamando do atual governo, utilizando
as mesmas expressões de 2008, como ditadura, arrogância e perseguição.
Infelizmente
a história se repete. Muitos pensaram que tudo mudaria a partir de 2009, quando
um novo grupo político assumisse a prefeitura. Pessoas têm-se queixado sobre
perseguições, como tentativas de impedir algumas ações na cidade e também
embargo de obra e até multa a uma igreja. E mais recentemente a demissão dos garis.
Mas,
há um mistério nisto tudo. Por que boa parte dos munícipes quer voltar a um
tempo de perseguição igual, a um governo comprovadamente marcado por
problemas, o município com nome sujo no CADIN, um governo
marcado por dezenas de processos judiciais de improbidade, com bens bloqueados pela justiça?
Pensamos
que esta atitude de uma parte da população é falta de amadurecimento político,
pois o povo tem memória curta e diz que todos os candidatos são iguais. Soma-se a isso um profundo desapontamento com a maneira de se conduzir a administração.
Agora,
com menos recursos na prefeitura, um orçamento menor, quais opções teremos para
vencer esta crise e outras que se anunciam? Pensamos que errar neste momento vai trazer
sérias consequências para a vida de todos os moradores da cidade. É importante escolher alguém que possa combater os últimos dois modelos de governos que passaram pela cidade. Em 2008, o grito de liberdade nas ruas pôs fim a uma era. Agora, em 2016, novamente se clama por liberdade. Portanto, é
essencial escolher bem.

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