A última semana para as eleições se iniciou com os três principais candidatos com impugnações na justiça. A campanha também se transformou numa batalha judicial, com acusações de parte a parte, tudo para desqualificar os candidatos.
Também existe um tipo de estratégia, muitas vezes mentirosa, que envolve a desconstrução no bate-papo nas ruas. E nesse tipo de artimanha, todos sofrem. Também estão presentes os conflitos dentro do mesmo grupo, como foi recentemente o caso de uma candidata que foi insultada em plena reunião da própria coligação.
Os ânimos estão à flor da pele, especialmente porque os que estão no poder querem continuar lá e quem já esteve deseja voltar a todo custo.
Cabe ao eleitor decidir o melhor destino para sua cidade. Ouve-se muita revolta contra o governo nas ruas, mas é preciso ter o cuidado de não escolher outro candidato somente por ódio ao atual. A razão é muito importante neste momento. As propostas apresentadas pelos candidatos devem ser examinadas com carinho pelo eleitor. E é triste perceber que muitos eleitores sequer pensaram nelas. Há um caso de um eleitor que, ao ser solicitado o voto, perguntou ao cabo eleitoral quais eram as propostas do candidato. O cabo eleitoral não sabia dizer e ainda criticou o eleitor por ter feito essa pergunta. A que ponto chegamos: perguntar sobre propostas agora é ofensa ao candidato!
Nessa reta final, estão se aclarando as campanhas: de um lado, o candidato da situação, que diz querer dar continuidade ao que está aí; de outro lado, o candidato que representa uma volta ao passado, com sua velha forma de fazer política; e, por fim, o candidato que é empresário bem-sucedido, que nunca foi político e que afirma trazer uma visão moderna para a gestão pública.

Nenhum comentário:
Postar um comentário