Sabe aquela sensação de não estar no mapa? É assim que se
sente o cidadão do município quando se fala em turismo, crescimento e relevância da nossa
terra para o Estado e o Brasil. Há quantos anos temos royalties? Há quanto
tempo o dinheiro jorra na prefeitura como cachoeira? Por que somos uma cidade
que parece esquecida no meio do nada? De quem é a culpa por estarmos assim,
abandonados e enganados?
Há 29 anos o município recebe royalties e, sendo rica, enriqueceu a muitos, mas hoje está pobre e
destruída pela gestão medíocre de vários governos, que não souberam tratá-la com carinho e respeito. De quatro em quatro anos, surgem os grandes
libertadores, alguns já velhos conhecidos da política. Em vinte e quatro anos
não fizeram, querem mais quatro, e mais quatro não serão suficientes, assim sucessivamente.
Quanto tempo vamos esperar por um governo que transforme Casimiro numa referência para outras cidades? Nesse tempo todo, a cidade foi
agraciada com mais de um bilhão de reais. Já diz um ditado popular muito sábio:
“dinheiro que vem fácil, vai fácil”, ou aquela música que começa assim: "dinheiro na mão é vendaval". Perdulários, gastaram sem pensar no amanhã, sem pensar que um dia acabaria. Hoje o município poderia ter uma economia autossustentável e caminhar com os próprios pés, sem depender tanto desses recursos, sendo um exemplo de gestão para o Brasil. Mas, em lugar de orgulho, temos a vergonha de ter gasto tudo sem planejamento e visão.
A terra do poeta chora por não ter avançado e progredido. Choram
hoje os pais de família que foram enganados e venderam os seus votos. Por causa de 50 reais, uma cesta básica, um caminhão de areia, rifa-se o futuro do município. Choram as
pessoas que procuram um remédio e não encontram, um médico e este não lhes
atende. Choram pais que não sabem mais o que fazer com os seus jovens,
aliciados pelas drogas, por falta de opção na vida.
Viram como é importante pensar sobre o voto consciente
e sobre a construção de uma cidade mais justa para todos?

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