terça-feira, 26 de julho de 2016

A SÍNDROME DO CORAÇÃO GIGANTE





Nenhuma doença se aplica melhor a esse atual governo de Casimiro quanto a cardiomegalia. Esta patologia, também conhecida como coração gigante, gera a incapacidade de bombear sangue oxigenado suficiente para as necessidades de todo o corpo. É justamente o que está acontecendo em nossa cidade.  Sua incompetência administrativa está visivelmente demonstrada quando foi realmente testado.

A crise econômico-político-social expôs as entranhas de uma gestão doente, moribunda, onde tudo está sendo infectado e gerando náuseas na população, haja vista a rejeição alarmante da tentativa de sua continuação no poder.
Devido ao coração gigante, vemos a arritmia, o cansaço, a tontura diante de tantos problemas, evoluindo ao óbito antes mesmo de se encerrar o mandato.

A cardiomegalia é uma doença grave e de difícil tratamento. Sendo assim, a solução definitiva para o problema é o transplante de um novo coração, que seja realmente bom para toda a população, para levar vida a todos os cantos e órgãos do município, revitalizando o que este governo está matando.

De nada adianta também tentar colocar um coração velho, ultrapassado, tão doente quanto o atual, porque esse coração velho já demonstrou que bate descompassadamente e não tem vigor suficiente para enfrentar essa crise, se considerarmos a lista de problemas que enfrenta. Se ele não consegue nem resolver os seus próprios problemas, como resolverá a crise do município?  

segunda-feira, 18 de julho de 2016

BARRA DE SÃO JOÃO - UMA CIDADE ESQUECIDA


                Você se lembra de quantas promessas foram feitas? Quantos palanques? Quantas decepções em seguida? Assim é o sentimento do barrense em relação ao discurso vazio de candidatos. Atualmente, nenhum palavrório político é capaz de trazer a esperança de que algum prefeito fará por Barra o que ela realmente merece e do que ela efetivamente necessita.

                Desde a mudança da sede, Barra de São João vem sendo negligenciada ano após ano, governo após governo. Na década de 50, um prefeito mandou demolir a antiga sede da prefeitura, pois temia o retorno desta para Barra de São João. Um crime hediondo contra a memória da cidade.

                Temos que lembrar o descaso e a incompetência de prefeitos, como no caso do túmulo do poeta, lugar de visitação de românticos, abandonado por tantos anos. A Casa de Casimiro, um dos museus mais visitados do Brasil, caindo aos pedaços, fechado por vários anos, sem receber ninguém. O casario antigo desabando e um secretário de obras dizer ainda que ia demolir mesmo.   Não bastasse uma ponte caída, outra tendo que ser fechada porque ameaçava ruir também. As pessoas sendo transportadas em balsas. Que vergonha! Que abandono do nosso cartão postal!

                Hoje, a cidade, que deveria respirar unicamente poesia, está no meio de tiroteios e violência. O hospital de Barra é um desperdício, porque não atende ao povo como seria o sonho do barrense. A igrejinha da praia, orgulho da nossa história, que completará 400 anos, logomarca desse governo, abandonada e esquecida, atestando a  turistas e moradores a incompetência e a negligência de sucessivos prefeitos. Deveriam ter vergonha na cara de fazer promessas! Isso é propaganda enganosa! É zombar das pessoas!

O governo atual, conduzido por um turismólogo, pensa que uma reforma de praça vai trazer a autoestima de volta e, o que é mais grave, acha com isso ter feito muito pela cidade. Ledo engano. O turismo, o grande tesouro de Barra de São João, está do mesmo jeito: nada acontece de diferente que seja notado como grande investimento.

O distanciamento político-geográfico é preocupante, visto que a voz dos barrenses parece nunca ter sido ouvida, apesar de contribuir e muito para as receitas municipais.

Acreditamos que será necessário alguém com visão diferente de todos que já fracassaram na prefeitura, que tenha credibilidade para começar ouvindo as pessoas, não simplesmente fazendo a política barata de distribuir benesses, pagando conta de luz de um,  gás para outro. Esse tipo de política deve ser banida da cidade, para que surja uma política nova, com investimento sério em turismo, onde todos realmente lucrem, melhorando a vida de todas as pessoas, para que Barra seja tratada como joia, que precisa ser burilada, pedra preciosa que foi para o poeta Casimiro, berço da poesia, recanto de Carlos Drummond de Andrade, Pancetti e tantos outros.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

A METÁFORA DA ÁGUIA E SEUS FILHOTES


          Assistindo ao vídeo que circula nas redes sociais sobre o fechamento do projeto da fibra de bananeira e ao depoimento emocionado dos seus participantes, fomos obrigados pela consciência a tecer alguns comentários, buscando trazer uma reflexão não eleitoreira sobre o tema.
          Acreditamos que todo projeto de assistência social deve ir além da criação de empregos dentro do próprio projeto. A assistência social é necessária, mas precisa ser libertadora, gerando principalmente nas pessoas o desejo de se verem livres, porque, quando acontecem as alternâncias de governo, a ideia pode ser abandonada e o desemprego é consequência certa, como estamos vendo agora.
          Não podemos negar que o projeto fibra de bananeira é uma boa iniciativa, mas que esbarrou na falta de visão dos administradores públicos. Na cidade, sempre existiu uma cultura de que o poder público é obrigado a dar tudo às pessoas, desde pagar uma conta de luz até dar emprego a parentes do eleitor.
          Com matéria prima abundante no município, o projeto fracassou hoje por falta de uma visão empresarial, de promover ações para gerar autonomia, estimulando a livre iniciativa, que liberta os possíveis empreendedores e traz progresso à cidade.
          Como uma águia que obriga seu filhote a bater asas para deixar o ninho, pois é questão de sobrevivência, assim deveria ser a visão do administrador público, com a consciência de que os cidadãos precisam também buscar seus próprios caminhos.
          O paternalismo nunca trouxe progresso a lugar algum. Apenas manteve as pessoas sob o domínio do político interesseiro, que enxerga no eleitor apenas o voto que ele pode lhe dar, e não o potencial que cada um traz em si mesmo, capaz de revolucionar a sociedade, com geração de empregos, fortalecimento dos laços e progresso econômico.
          Infelizmente, os royalties têm grande culpa nesse processo, porque representam recursos abundantes, o ganho sem esforço, a dádiva que não requereu conquista, e ao mesmo tempo amarraram braços e pernas dos políticos e, consequentemente, retiraram a iniciativa das pessoas.
          Que pena não ter havido, nesse tempo, alguém com a visão empreendedora necessária para enfrentar dignamente esta crise! Lamentável o ponto a que chegamos! Só nos resta agora enfrentar as eleições com a consciência de escolher alguém disposto a mudar tudo isso, alguém de fibra para revolucionar a forma de se fazer política em Casimiro de Abreu!
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segunda-feira, 11 de julho de 2016

POR QUE FRACASSARAM NOSSOS GOVERNOS?



          Há poucos anos foi realizada uma verdadeira cruzada contra a redistribuição dos royalties, unindo prefeitos, deputados e o próprio governador, já que havia no Congresso propostas para uma nova partilha. Vimos o empenho de todos em lutar contra essa ameaça aos recursos fartos do petróleo. Infelizmente, isso não serviu para nos prevenir de outras ameaças, como a queda do preço do barril lá fora. Desde que surgiram esses recursos, os prefeitos que passaram por aqui sempre estiveram reféns dessa receita, deixando de buscar outras fontes, desprezando as receitas próprias como ISS e IPTU. Milhares de ações executivas foram arquivadas e dívidas prescreveram porque não havia empenho do poder público local, visto que ficavam dependentes dos royalties.
          Em 2007, o próprio Tribunal de Contas do Estado publicou em seu relatório o pouco empenho do município em receber suas próprias receitas, prevenindo desde aquele tempo os problemas que poderiam advir dessa incompetência fiscal. Hoje, assistimos ao resultado dessa negligência administrativa. Programas sociais são abandonados,  possível cancelamento de contratos como o de transporte universitário, escolas no caos, demissão em massa, fechamento de entidades atendidas há muitos anos por subvenções, lixo nas ruas e outras.
          Estamos chegando ao fim de um governo que se perdeu completamente pela falta de investimentos, confiando somente na política de reformar praças e construir prédios que não funcionam. Estamos colhendo como munícipes o produto da incompetência de vários governos, que só pensaram em gastar dinheiro, mas não foram bons gestores para ganhá-lo.
          Precisamos mudar esse quadro terrível, enfrentando como se deve a crise, porque acreditamos que quem não soube governar quando havia dinheiro, muito menos saberá agora, quando os recursos diminuíram. O pior é que a crise pode se agravar ainda mais se errarmos as nossas decisões. Se nossos governos falham, em razão da incompetência, sofremos as consequências desses fracassos.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

WAGNER HERINGER PARTICIPA DE ENCONTRO NA ACINCA



          O pré-candidato Wagner Heringer participou ontem, dia 6 de julho, da excelente iniciativa da ACINCA (Associação Comercial, Industrial e Turística de Casimiro de Abreu), que abriu as portas da sua sede com o objetivo de ouvir os pré-candidatos à prefeitura. Em sorteio realizado pela diretoria, coube a Wagner Heringer abrir as discussões.

          Da reunião se destaca a participação dos presentes que formulavam perguntas também ao entrevistado, tendo este respondido satisfatoriamente a todas, num ambiente descontraído e leve, onde foi possível sonhar com uma cidade desenvolvida e turística. Aliás, o turismo foi bastante debatido e as propostas apresentadas por Heringer, baseadas no diálogo com os segmentos,  foram bem aceitas na reunião, haja vista que o município sofre com a carência de políticas eficazes no setor.

          Dentre as propostas de Wagner, podemos citar a ideia de transformar o parque de exposições em local de eventos durante todo o ano, atraindo visitantes e esquentando o turismo na cidade.

          Wagner Heringer estranhou nenhum prefeito até hoje ter sentado com a ACINCA para discutir propostas para a cidade, tendo todos  virado as costas para tão importante associação e que, se for eleito, a entidade será uma conselheira do seu governo, porque gostaria de dividir responsabilidades, na busca da excelência da gestão pública.

          A liderança de Heringer ficou evidente ao desenvolver bem os assuntos abordados, apresentando soluções e demonstrando que buscará uma administração diferenciada, com visão empresarial, pois já demonstrou experiência suficiente como servidor público, contador e, por fim, empreendedor de sucesso.

          Outros candidatos também serão ouvidos pela ACINCA, numa demonstração de se fazer política democraticamente  e com apresentação de propostas. Parabéns à diretoria da ACINCA pela excelente  iniciativa!

segunda-feira, 4 de julho de 2016

A BOA E A MÁ EXPERIÊNCIA



          Quando se fala em experiência, pensamos no êxito dos empreendimentos e no acúmulo de sabedoria, com o objetivo de lidar com as crises que possam surgir.
          Não é novidade para ninguém que, no momento, enfrentamos uma crise e temos visto que faltou ao governo local experiência para enfrentá-la corretamente. Faltou ao gestor o planejamento para situações de emergência como esta que vivemos. Isto ocorreu porque a maioria dos gestores só sabe governar em tempos de rios de dinheiro, consegue a proeza de deixar o nome do município sujo, com termos de ajuste não cumpridos, multas e condenações de todo tipo, além de não ter realizado obras importantes. Isso é o que podemos chamar de experiência desastrosa. Se o político não consegue nem mesmo resolver os seus problemas pessoais, como poderá resolver os problemas do município?
          A experiência digna de honra pressupõe a superação dos problemas, o que não vimos acontecer com os administradores do município nas últimas décadas. Basta ver a que ponto chegamos: o governo atual pede empréstimo para gastar e outro pagar, endividando a cidade por conta do seu flagrante despreparo. O pior ainda é tirar foto registrando esse fracasso.
          A experiência não pode ser reconhecida quando se cometem os mesmos erros do passado, repetindo-se fórmulas de se fazer política que podem levar a cidade de volta ao século passado, onde imperavam a compra vergonhosa de votos, as filas de humilhação na porta dos políticos, o toma-lá-dá-cá, o dinheiro público gasto de qualquer maneira, os gatos milionários de combustíveis e outras coisas do gênero.
          O sucesso nos empreendimentos e a formação de um caráter justo e humanizado são consequências naturais da boa experiência, pois, mesmo enfrentando crises, há sabedoria suficiente para gerir recursos e ainda encontrar espaço para ajudar os outros, mesmo com recursos próprios.