quinta-feira, 14 de julho de 2016
A METÁFORA DA ÁGUIA E SEUS FILHOTES
Assistindo ao vídeo que circula nas redes sociais sobre o fechamento do projeto da fibra de bananeira e ao depoimento emocionado dos seus participantes, fomos obrigados pela consciência a tecer alguns comentários, buscando trazer uma reflexão não eleitoreira sobre o tema.
Acreditamos que todo projeto de assistência social deve ir além da criação de empregos dentro do próprio projeto. A assistência social é necessária, mas precisa ser libertadora, gerando principalmente nas pessoas o desejo de se verem livres, porque, quando acontecem as alternâncias de governo, a ideia pode ser abandonada e o desemprego é consequência certa, como estamos vendo agora.
Não podemos negar que o projeto fibra de bananeira é uma boa iniciativa, mas que esbarrou na falta de visão dos administradores públicos. Na cidade, sempre existiu uma cultura de que o poder público é obrigado a dar tudo às pessoas, desde pagar uma conta de luz até dar emprego a parentes do eleitor.
Com matéria prima abundante no município, o projeto fracassou hoje por falta de uma visão empresarial, de promover ações para gerar autonomia, estimulando a livre iniciativa, que liberta os possíveis empreendedores e traz progresso à cidade.
Como uma águia que obriga seu filhote a bater asas para deixar o ninho, pois é questão de sobrevivência, assim deveria ser a visão do administrador público, com a consciência de que os cidadãos precisam também buscar seus próprios caminhos.
O paternalismo nunca trouxe progresso a lugar algum. Apenas manteve as pessoas sob o domínio do político interesseiro, que enxerga no eleitor apenas o voto que ele pode lhe dar, e não o potencial que cada um traz em si mesmo, capaz de revolucionar a sociedade, com geração de empregos, fortalecimento dos laços e progresso econômico.
Infelizmente, os royalties têm grande culpa nesse processo, porque representam recursos abundantes, o ganho sem esforço, a dádiva que não requereu conquista, e ao mesmo tempo amarraram braços e pernas dos políticos e, consequentemente, retiraram a iniciativa das pessoas.
Que pena não ter havido, nesse tempo, alguém com a visão empreendedora necessária para enfrentar dignamente esta crise! Lamentável o ponto a que chegamos! Só nos resta agora enfrentar as eleições com a consciência de escolher alguém disposto a mudar tudo isso, alguém de fibra para revolucionar a forma de se fazer política em Casimiro de Abreu!
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